28 dez

Ourofino Saúde Animal doa aparelhos auditivos e promove a inclusão no ambiente de trabalho

Iniciativa é resultado do programa Qualidade de Vida - Viva Mais e acontece após testes audiométricos feitos pela equipe de Saúde da empresa

Menos de 1% dentre os cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência estão registrados no mercado formal de trabalho. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017 e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empregados, esses profissionais passam por situações desafiadoras, mas passíveis de serem minimizadas em empresas com políticas para promover a inclusão social. A Ourofino Saúde Animal é exemplo de boas práticas e doou aparelhos auditivos para cinco colaboradores por meio de uma iniciativa da empresa alinhada com o Programa de Qualidade de Vida - Viva Mais.

A ideia nasceu da necessidade de um dos colaboradores. Fábio Boldrin, operador de processos, procurou a equipe multidisciplinar em Saúde da Ourofino para saber como a empresa poderia auxiliá-lo a comprar um Aparelho de Amplificação Sonora Individual (ASSI). Com isso as equipes das diretorias de Recursos Humanos, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Sustentabilidade e Operações Industriais, se mobilizaram para ampliar a ação para todos os colaboradores com deficiência auditiva.

A proposta começou a tomar corpo em dezembro de 2017, a partir de testes de audiometria realizados com esses colaboradores para identificar o nível de perda auditiva que apresentavam. “A limitação em ouvir traz impactos para a vida social e condição psicológica da pessoa. Assim, para poder contribuir com o desenvolvimento do grupo, comecei esse trabalho de identificação da necessidade e de testes para a doação dos aparelhos”, explica Luana Satore, fonoaudióloga da Ourofino. Nesse momento de avaliações, pretendia-se também identificar as pessoas com capacidade de desenvolver a fala e reconhecer sons ambientes.

Segundo o decreto número 5.296 de 12 de dezembro de 2004, a deficiência auditiva é caracterizada pela “perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências (sic) de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz”. Na Ourofino, seis colaboradores com casos graves de perda de audição (dois congênitas) atenderam aos critérios estabelecidos e receberam aparelhos para testes experimentais, inclusive domiciliares. Com exceção de um profissional, com deficiência severa, todos se adaptaram ao aparelho.

Os ganhos registrados após a melhora auditiva vão muito além do engajamento nas atividades profissionais e da satisfação com a empresa. “Diminui a privação sensorial, evita o isolamento e melhora a capacidade de interação com o meio em que vivem”, atesta Alessandro Henrique Barboza, coordenador em Saúde, Segurança e Meio Ambiente da indústria.

Essa percepção é compartilhada por Émerson Gallo, operador de processo que nasceu com a deficiência auditiva e, agora, depois de receber o aparelho, consegue vivenciar a vida em família de forma muito diferente, por exemplo, reconhecendo a voz do filho de sete anos. Para Alexandra Bernandes, que também ocupa a mesma função e foi beneficiada com o dispositivo, as independências pessoal e profissional estão maiores. “Consigo ouvir meu nome no balcão de restaurante e, às vezes, preciso lembrar aos meus familiares que não precisam gritar para conversar comigo”, conta.

Com duração aproximada de quase um ano, o projeto foi concluído recentemente com a entrega dos aparelhos auditivos numa cerimônia surpresa. “Foi mais um momento criado para impulsionar a inclusão dentro da Ourofino Saúde Animal e que gerou muita emoção em todos os participantes”, afirma Luana Sartore.

Cartilha reforça projeto

Ainda como parte integrante do Viva Mais Saudável, projeto da Ourofino, foi desenvolvida uma cartilha, com a ajuda dos colaboradores com deficiência auditiva, com várias dicas para aperfeiçoar a comunicação e a integração da equipe.

Expressões como bom dia, obrigado e tudo bem estão ilustradas no material na Língua Brasileira de Sinais (Libras), assim como o alfabeto e os números. “A Ourofino Saúde Animal criou essa cartilha para despertar em todos o interesse em se comunicar de maneira inclusiva”, explica o coordenador em Saúde, Segurança e Meio Ambiente.

O material é um reforço para o projeto, pois, apesar de os contemplados usarem aparelhos e terem apresentado excelentes respostas – só na avaliação da percepção de fala apresentaram de 80% a 100% de acertos de palavras trissílabas e 100% de reconhecimento de sentenças –, o processo de desenvolvimento da língua oralizada segue em evolução, sempre com o apoio da empresa.

Foto: Emerson Gallo, Breno Blaunei, Emerson Rodrigo Melo, Jardel Massari, Fábio Boldrin e Alexandra Bernandes

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