Doenças transmitidas pelos carrapatos

18 de Julho de 2019

Doenças transmitidas pelos carrapatos

Confira mais posts

Por Fernanda Mattos , analista técnica na Ourofino Pet

Os carrapatos são um problema muito comum na vida dos cães e podem causar desde uma simples coceira até a transmissão de doenças infecciosas graves. Cães de todos os portes, raças e idade estão sujeitos a sofrer com os carrapatos.

Os carrapatos são ectoparasitas pertencentes à família Ixodidae e se alimentam de sangue de aves, répteis e mamíferos (como os cães). No Brasil, as espécies mais comuns que afetam os cães são Amblyomma cajennense, também conhecido como carrapato estrela e o Rhipicephalus sanguineus, também conhecido como carrapato marrom ou vermelho dos cães.

Um grande problema ao enfrentar infestações por estes parasitas é que eles são muito resistentes no meio ambiente, podendo sobreviver por meses sem se alimentar.

A fêmea adulta chega a depositar no ambiente mais de 3000 ovos; dos ovos, eclodem as larvas dos carrapatos, que irão se alimentar no hospedeiro e voltar para o ambiente, evoluindo para uma fase jovem chamada de ninfa, que também procura o hospedeiro para se alimentar e volta para o ambiente para se tornar adulto. 

Os danos causados pelos carrapatos acontecem no processo de alimentação destes parasitas. Durante esse processo de alimentação, os carrapatos podem transmitir microrganismos patogênicos juntamente com a saliva, sendo assim, são excelentes carreadores de doenças causadas por bactérias e protozoários, transmitindo estes microrganismos muito facilmente entre os cães e seres humanos. Os gatos também podem se infectar com os carrapatos, porém em menor grau, pois o hábito de autolimpeza destes animais ajuda na remoção dos parasitas.

A doença mais preocupante que eles causam é a erliquiose, conhecida popularmente como doença do carrapato, que acomete cachorros de todas as raças e idades. A erliquiose canina é uma hemoparasitose, ou seja, atinge o animal através de sua corrente sanguínea. A transmissão dessa doença acontece por meio da picada do carrapato da espécie Rhipicephalus sanguineus, conhecido como carrapato marrom, que esteja infectado pela bactéria Erlichia sp. Os cães com erliquiose canina podem apresentar febre, perda de apetite e de peso, manchas na pele, fraqueza muscular, e em alguns casos mais severos sangramentos nasais e vômitos.

A febre maculosa, é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela, tanto aos pets quanto os seres humanos. Os sintomas são semelhantes entre os animais e as pessoas: febre alta, dor muscular e manchas pelo corpo. A febre maculosa é uma zoonose e a transmissão só acontece caso o carrapato esteja contaminado com o agente responsável.

A babesiose canina é causada por um protozoário (Babesia canis), capaz de causar uma infecção dos glóbulos vermelhos dos cães, destruindo-os e levando a uma anemia grave. A doença é transmitida por várias espécies de carrapatos e os sintomas podem aparecer gradualmente, de 1 a 6 semanas depois da picada pelo carrapato infectado. Os sintomas mais observados nos cães são: febre, indisposição, anemia severa, anorexia, urina escura ou com sangue, vômitos.

Como na maioria das doenças, a prevenção sempre é o mais indicado. Atualmente, para o controle da infestação nos pets, existem diversos produtos disponíveis no mercado. É importante buscar orientação do médico veterinário, pois ele é o profissional adequado para sugerir a melhor solução para seu pet e sua família. A Ourofino conta em sua linha com o  NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, à base de Fipronil, molécula muito utilizada e de eficácia e segurança bastante consagradas. E a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur indicada para auxílio na prevenção e controle do vetor da leishmaniose e das infestações de carrapatos e pulgas em cães.

Lembrando que o controle ambiental também deve ser feito, pois os ectoparasitas adultos que se encontram nos pets representam 5% do total da população, os demais 95% estão no ambiente em forma de ovos, larvas ou ninfas de carrapato. Como parte do ciclo de vida deles acontece no ambiente, ele também deve ser tratado para combater os ectoparasitas indesejáveis.

O controle ambiental deve ser feito de acordo com as orientações dadas pelo médico-veterinário ou por empresas de dedetização especializadas no controle de pragas, isso porque a maioria dos produtos inseticidas e acaricidas ambientais podem ser tóxicos para os animais de companhia e para os seres humanos. O intervalo entre as aplicações do tratamento ambiental vai depender de muitos fatores, dentre eles, a densidade da infestação. Portanto, um único tratamento não é efetivo para o controle dos parasitas. 

Tags

Deixe o seu comentário

Recebemos o seu comentário e entraremos em contato em até 3 dias. Conte também com o nosso SAC pelo 0800 941 2000.

Erro ao enviar, confira se todos os formulários estão corretos.

  • Doenças frequentes em animais geriátricos

    Doenças frequentes em animais geriátricos

    24 jun
    2019

  • Osteoartrites em gatos

    Osteoartrites em gatos

    14 mai
    2019

  • Cicatrização de feridas em cães e gatos

    Cicatrização de feridas em cães e gatos

    14 mai
    2019

  • Otites crônicas recidivantes

    Otites crônicas recidivantes

    19 abr
    2019

  • Coceira? Saiba tudo sobre dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos

    Coceira? Saiba tudo sobre dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos

    25 mar
    2019

  • Vermes: inimigos do verão

    Vermes: inimigos do verão

    07 mar
    2019

  • Carregar mais posts