Cicatrização em cães e gatos: cuidados que fazem a diferença
Por Juliana Aparecida do Carmo Emidio Moreira da Silva , analista técnica na Ourofino Pet
19 de Agosto de 2025

19 de Agosto de 2025

Assim como nós, nossos animais de estimação também podem sofrer lesões ou precisar de operações que resultam em feridas na pele. Nesses momentos, o organismo se mobiliza para se curar, e esse fenômeno é denominado cicatrização.
Você sabia que os cães e os gatos possuem maneiras distintas de cicatrizar? Além disso, certos cuidados podem acelerar ou retardar esse processo de recuperação. Vamos explorar isso com mais detalhes.
A cicatrização é um mecanismo natural do corpo que visa fechar lesões e recuperar a pele. Esse processo ocorre em três etapas principais:
1. Inflamação: É a “reação de alerta” do organismo após o ferimento. A área afetada pode apresentar vermelhidão, calor e leve inchaço.
2. Proliferação: Nesta fase, o corpo inicia a produção de tecido granulação, que auxilia no preenchimento da lesão.
3. Remodelação: É o momento em que a pele se torna mais robusta e a cicatriz adquire maior resistência.
Essas fases ocorrem de maneira contínua e sobreposta, ou seja, enquanto uma etapa está em andamento, a outra pode já ter se iniciado.
Apesar de passarem pelas mesmas fases, cães e gatos não cicatrizam na mesma velocidade.
· Gatos: têm pele mais fina, menos vascularizada (com menos vasos sanguíneos) e produzem tecido de granulação de forma mais lenta. Por isso, feridas em gatos demoram mais para fechar e precisam de mais atenção.
· Cães: tendem a produzir tecido de granulação mais rápido, fechando feridas com mais agilidade.
Essa diferença significa que, especialmente com gatos, é preciso ter paciência e cuidado redobrado no tratamento da cicatrização.
A pele possui duas formas principais de se regenerar:
· Primeira intenção
Quando as extremidades da ferida conseguem ser unidas (como em incisões cirúrgicas limpas), o fechamento ocorre de maneira mais ágil.
· Segunda intenção
Quando há perda de tecido e a ferida necessita formar nova pele para se fechar. Esse processo é mais demorado e requer cuidados especiais, especialmente para prevenir infecções secundárias.
Independente de ser cão ou gato, alguns cuidados são essenciais:
· Mantenha a ferida limpa e úmida, feridas ressecadas cicatrizam mais devagar.
· Evite que o pet lamba ou coce o local, a famosa “roupinha” ou o colar elisabetano podem ser necessários.
· Siga as orientações do veterinário, principalmente sobre medicamentos, curativos e frequência de trocas.
· Observe sinais de infecção, mau cheiro, secreção, aumento de vermelhidão ou inchaço.
Hoje já existem produtos desenvolvidos especialmente para facilitar e acelerar esse processo nos pets. Um exemplo é o Regepil, um spray que:
· Não arde, não tem cheiro e não faz barulho na aplicação, ideal para evitar o estresse do animal.
· Mantém a ferida úmida, o que favorece a cicatrização.
· Estimula a vascularização, a contração e o fechamento da ferida de forma rápida e eficaz.
· Pode ser usado em filhotes a partir de 2 meses.
Nos cães, ele é especialmente útil para feridas cirúrgicas grandes, como: retirada da cadeia mamária ou enxertos. Assim como em pets idosos ou com problemas de saúde que dificultam a cicatrização. Nos gatos, ajuda a compensar a cicatrização mais lenta e a fragilidade da pele.
Cada pet é único, e a cicatrização depende de vários fatores — como idade, saúde geral, tipo e tamanho da ferida. Sempre siga as recomendações do médico-veterinário e nunca use produtos sem indicação.
Com o cuidado certo, carinho e atenção, você ajuda seu amigo de quatro patas a se recuperar mais rápido e com mais conforto.
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