17 de Agosto de 2015

Toxoplasmose: conheça melhor essa doença e saiba como proteger seus pets e sua família

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Certamente você já ouviu falar em Toxoplasmose e também já escutou algo em relação aos gatos serem os culpados pela transmissão desta doença. Pois bem, neste texto elucidaremos algumas questões sobre essa enfermidade para que o mito de “doença do gato” seja quebrado.

A Toxoplasmose é uma zoonose parasitária que foi identificada pela primeira vez em 1908 na África e no Brasil. Essa doença pode afetar todos os animais de sangue quente incluindo os seres humanos e o seu agente causador é o protozoário Toxoplasma gondii, considerado um parasita intracelular obrigatório.

O Toxoplasma gondii possui três estágios de vida:

- Esporozoítos: presentes nos oocistos (“ovos”) liberados nas fezes;

- Taquizoítos: estágios proliferativos presentes na infecção e que são encontrados nos tecidos e se multiplicam até que as células contaminadas sejam destruídas ou que o sistema imunológico retarde esse processo;

- Bradizoítos: estágios persistentes presentes nos cistos teciduais localizados principalmente no sistema nervoso central, músculos e vísceras.

O termo “doença do gato” deve-se ao fato de que o protozoário completa seu ciclo apenas no organismo dos felídeos, tornando-os seus hospedeiros definitivos. Outros mamíferos como os cães são hospedeiros intermediários e assim como os insetos também podem ser vetores mecânicos transportando os parasitas de um lugar para outro e contaminado solo e alimentos.

Os felinos infectados sejam eles domésticos ou não eliminam os oocistos com os esporozoítos (principais formas infectantes) nas fezes apenas uma única vez na vida na sua primeira infecção que geralmente acontece quando ainda são jovens. A recidiva da eliminação de oocistos é rara podendo acontecer esporadicamente em animais com o sistema imune debilitado. Depois de eliminadas as formas infectantes podem permanecer viáveis no solo por anos.

Nos gatos as principais fontes de infecção são carne crua, presa infectada ou através da gestação e lactação. Já em outros mamíferos o contágio ocorre através da ingestão de formas infectantes no solo, pela ingestão de frutas e verduras mal higienizadas, através de água contaminada e pelo consumo de carne (cruas ou mal cozidas) e leite. O consumo de carne contaminada bem como o contato com solo e a ingestão verduras contaminadas é, na maioria das vezes, a forma de contágio humano sendo improvável a contaminação através do contato direto com gatos. Assim como acontece nos felinos a Toxoplasmose também pode ser transmitida para outros mamíferos através de femeas gestantes pela via transplacentária.

 Os sinais clínicos desta doença são variáveis e dependem de fatores como condição do sistema imunológico, faixa etária e localização dos tecidos afetados. Grande parte dos humanos infectados são portadores assintomáticos, ou seja, possuem o protozoário, mas não desenvolvem nenhum sintoma da enfermidade.

A Toxoplasmose possui tratamento, mas o mesmo atinge apenas um estágio de vida do protozoário: os taquizoítos; as formas encistadas permanecem no organismo do individuo e caso ocorra uma queda na imunidade a doença poderá ser reativada.  A terapia é feita com a administração de antibióticos e de medicamentos que tratem os sinais clínicos apresentados como, por exemplo, colírios e corticoides.

A melhor maneira de deixar sua família e seus animais de estimação longe deste protozoário é a prevenção. Medidas básicas de higiene podem ajudar a prevenir o contágio tais como lavar bem as mãos antes de comer e beber, lavar as mãos após a manipulação de alimentos principalmente in natura, evitar a ingestão de leite in natura, não ingerir água de origem desconhecida, não consumir carnes cruas ou mal cozidas assim como verdura e frutas mal higienizadas e usar luvas para manusear caixa de areia dos bichanos ou quando for mexer no solo. Para evitar que os gatos se contaminem algumas medidas devem ser tomadas: não o alimentar com carne crua ou mal passada, limpar frequentemente a caixa de areia (duas vezes por dia), desinfetar a caixa sanitária e a pá diariamente (desinfetantes a base de amônia quaternária são eficazes), evitar que seu pet tenha acesso à rua desta forma evita-se que ele coma alimentos de origem duvidosa ou até mesmo cace outros animais (por exemplo, roedores), manter em dia seu esquema de vacinação e vermifugação e levá-lo regularmente ao médico veterinário. Outra medida bastante importante diz respeito à ração fornecida ao pet, esta deve ser armazenada adequadamente a fim de evitar acesso de outros animais que podem transportar o protozoário e contaminá-la.

Portanto, os felinos não são os vilões desta história. Outros fatores importantes estão envolvidos na transmissão e disseminação desta doença.

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