A versatilidade da raça Rastreador Brasileiro

12 de Fevereiro de 2015

A versatilidade da raça Rastreador Brasileiro

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O cachorro que estampa a embalagem da coleira Leevre na apresentação de 63 cm é da raça Rastreador Brasileiro.  Ela foi a primeira raça brasileira a ser reconhecida pela Federação Cinológica Internacional (FCI), entidade que garante o reconhecimento de pedigree dentro e entre países membros.
Em entrevista para o Ourofino Notícias, o criador Pedro Nacib Jorge Neto, proprietário do Canil Fazenda Talisman, em Itapira (SP), comenta sobre essa e outras curiosidades que envolvem esta bela raça. 
 

Ourofino – Como surgiu o rastreador brasileiro?

Jorge – Os trabalhos de seleção e padronização do rastreador no país começaram na década de 1960, mas anos depois o único criador registrado enfrentou um surto de babesiose, doença causada por carrapatos em que a maioria dos animais morreu. A raça chegou a ser considerada extinta na época, mas o criador doava alguns cães para serem acasalados em outras regiões. Isso tornou possível o resgate da raça.

 

Ourofino - Por que decidiu criar a raça?

Jorge - O canil Fazenda Talisman apoia um projeto do ICMBio, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que se chama “Corredor das Onças”.  Esse é um projeto que visa a proteção da fauna silvestre e com isso houve a necessidade de um apoio para a localização desses animais na selva.  O rastreador brasileiro se encaixa bem por ser um cão de rastro.

 

Ourofino - Quais são as principais características deste animal?

Jorge - O rastreador tem uma característica marcante: ele não late, ele urra. O pessoal costuma chamá-lo de urrador.  Ele é um animal excelente para rastro, ou seja, consegue rastrear por quilômetros e em diversos tipos de terrenos com resistência e adaptação a esse trabalho. É também uma raça bem legal para companhia, pois são cachorros carinhosos que se apegam bastante aos proprietários.

 

Ourofino - Depois do resgate do rastreador brasileiro, como está o trabalho de divulgação da raça?

Jorge - A gente já conseguiu  que a raça estivesse em exposições fora do Brasil. Em 2013 a Yara foi o primeiro animal da raça a participar de uma exposição internacional em toda história do Rastreador Brasileiro. A cadela acabou consagrando-se campeã paraguaia e isso foi um grande passo.  

 

Ourofino - Como é lidar com esse cachorro nos trabalhos diários realizados no canil?

Jorge - Eles têm boa adestrabilidade. Quem busca um animal para o trabalho vai ter um excelente cão de rastro, um cão de localização e principalmente de busca por pessoas. Quem quiser para companhia vai ter um amigo bem disposto a brincar. A companhia ideal principalmente para crianças que são bastante ativas. 

 

Pra conhecer mais sobre o trabalho do Canil Fazenda Talisman acesse o site www.talisman.agr.br. Se preferir falar direito com a equipe, o e-mail é contato@talisman.agr.br e o telefone (19) 3913-3300. 

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