Coceira? Saiba tudo sobre dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos

25 de Março de 2019

Coceira? Saiba tudo sobre dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos

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Por Fernanda Costa Sousa Zinsly de Mattos, analista técnica na Ourofino Pet

A DAPE, dermatite alérgica à picada de pulgas e carrapatos, é caracterizada por uma resposta imunológica exacerbada à presença de alérgenos que ficam na saliva destes parasitas. Nas pulgas, a espécie que causa problemas com maior frequência é a Ctenocephalides felis felis, identificada em 92% das infestações caninas e em 99% das felinas. Já entre os carrapatos, o Rhipicephalus sanguineus é o mais presente nas infestações de pets que vivem em regiões urbanas.

Com sintomas clínicos intensos, os quadros desta doença incomodam os animais de companhia e acarretam lesões de pele que desencadeiam infecções, principalmente por bactérias. O sinal clínico mais comum é o prurido, ou seja, a coceira com intensidades que variam entre moderada e intensa e ocasionam o desenvolvimento de lesões secundárias, como: escoriações, feridas com secreção sanguinolenta e crostas que podem evoluir para alopecia (áreas sem pelos).

Para tentar aliviar a coceira, o pet geralmente se esfrega em superfícies e costuma lamber a região com intensidade. Os locais mais acometidos por esta dermatite são: cauda, ânus, região dorsal, coxas, abdômen e pescoço.

Para o tratamento, é preciso eliminar a exposição ao alérgeno. Por isso, é importante que seja feito o controle efetivo da infestação das pulgas e carrapatos no animal de companhia e no ambiente, associado ao tratamento sintomático do paciente com medicamentos que diminuam a reação de hipersensibilidade. Ainda, quando diagnosticada uma dermatopatia por infecção secundária a DAPE, ela também deverá ser tratada com o uso de antibióticos adequados.

A eliminação das pulgas e carrapatos é de extrema importância para o tratamento da doença, por isso, para que haja a eficiência desta eliminação, medidas físicas e/ou químicas devem ser incorporadas ao próprio pet, aos coabitantes e ao ambiente. O controle da DAPE também deve incluir o tratamento etiológico e sintomático do animal afetado e dos demais pets contactantes, assim como a descontaminação do ambiente (interno e/ou externo) frequentado pelo hospedeiro, com o objetivo de prevenir novas infestações.

Para exterminar as pulgas e os carrapatos dos pets, é preciso conhecer o ciclo de vida destes ectoparasitas para ajudar a mantê-los protegidos por mais tempo.

Os ectoparasitas adultos que se encontram nos animais de companhia representam apenas 5% do total da população, os demais 95% estão no ambiente em forma de ovos ou larvas de pulgas, ou ovos, larvas ou ninfas de carrapato. Como parte do ciclo de vida deles acontece no ambiente, ele também deve ser tratado para combater os ectoparasitas indesejáveis.

O controle ambiental deve ser feito de acordo com as orientações dadas pelo médico-veterinário ou por empresas de dedetização especializadas no controle de pragas, isso porque a maioria dos produtos inseticidas e acaricidas ambientais podem ser tóxicos para os animais de companhia e para os seres humanos. O intervalo entre as aplicações do tratamento ambiental vai depender de muitos fatores, dentre eles, a densidade da infestação. Portanto, um único tratamento não é efetivo para o controle dos parasitas. 

Para o controle nos pets, a Ourofino conta com o NEOPet, produto com ação pulicida e carrapaticida, de uso tópico à base de Fipronil, e com a Leevre, coleira ectoparasiticida à base de Deltametrina e Propoxur, indicada para o auxílio na prevenção e controle do vetor da leishmaniose e das infestações de carrapatos e pulgas em cães.

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