Leishmaniose visceral – o que é a doença e como fazer a prevenção

11 de Setembro de 2020

Leishmaniose visceral – o que é a doença e como fazer a prevenção

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Por Stella Rosa , analista técnica na Ourofino Pet

O que é a Leishmaniose e como ocorre sua transmissão?

A Leishmaniose visceral é uma doença infecciosa, causada por um parasita microscópico (protozoário) da espécie Leishmania infantum, que pode infectar os cães, gatos, raposas, roedores, além do homem, sendo considera uma importante zoonose. Opa, sinal de alerta pra gente!

A forma mais comum de transmissão desta doença é pela picada do mosquito flebótomo, o tal do mosquito-palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. A fêmea do mosquito pica um animal infectado, ingere o protozoário e então irá transmiti-lo para outros animais e/ou seres humanos na próxima picada.

No Brasil, a principal espécie de mosquito responsável pela transmissão é o Lutzomyia longipalpis.

Atualmente, sabe-se que o número de cães infectados na América Latina é estimado em milhões e há altas taxas de infecção, principalmente no Brasil onde até a década de 1990 os casos da doença eram registrados em todas as regiões brasileiras, com exceção da região sul. Porém, com a adaptação do mosquito aos ambientes urbanos, a Leishmaniose que era considerada uma doença de caráter rural, já atingiu os centros urbanos e todas as regiões do país.

 

Manifestações clínicas

Em relação aos sinais clínicos, a Leishmaniose visceral causa importantes alterações nos órgãos vitais, como baço, fígado e medula óssea, podendo levar o paciente a óbito. A maioria dos sinais clínicos descritos não é específica da doença e podem ser confundidos com os sintomas de outras patologias, dificultando muito o diagnóstico que deverá ser realizado por exames laboratoriais.

No cão, os principais sintomas descritos, são:

- perda de pelos;

- descamação e úlceras na pele (mais comuns nas regiões da orelha, cauda e focinho);

- emagrecimento;

- desânimo;

- anemia;

- paralisia de membros;

- lacrimejamento nos olhos;

- crescimento exagerado das unhas.

Vale lembrar que a maioria dos animais pode estar infectada, mesmo sem apresentar sintomas clínicos. Portanto, preste atenção aos sinais e sintomas que seu pet está manifestando. Se suspeitar de Leishmaniose, isole-o de outros animais para evitar contaminação e leve-o ao veterinário o mais rápido possível.

Lembre-se também que a Leishmaniose não tem cura, apesar de existir tratamento para ela e que caso seu animalzinho tenha se infectado o acompanhamento junto ao médico veterinário deverá ser para o resto da vida. A prevenção é a melhor opção para combater esta doença.

O cão não é o vilão!

É muito importante saber que não existe transmissão direta da leishmaniose de um cão infectado para o outro, de uma pessoa doente para outra ou de um cão infectado para uma pessoa e vice-versa. O cão é apenas o reservatório do parasita e a transmissão da doença dependerá sempre da presença do mosquito-palha, ou seja, podemos concluir que a principal medida para prevenir a Leishmaniose é o combate ao mosquito transmissor da doença.

 

Métodos de auxílio na prevenção da Leishmaniose

Como medidas de controle e prevenção da Leishmaniose, recomenda-se o uso de coleiras nos animais, que atuam repelindo e matando o mosquito-palha, este que já foi comprovado como o melhor método de controle e prevenção desta doença em cães. O animal que usa uma coleira específica para o controle da Leishmaniose terá menor probabilidade de adquirir ou transmitir a doença.

E pensando em soluções para a prevenção da Leishmaniose, a Ourofino desenvolveu a Coleira Leevre para auxiliar no combate ao vetor desta doença, o mosquito-palha. A Leevre que é indicada para cães, está disponível em duas apresentações: 48 cm e 63 cm, sendo composta por Deltametrina 4%, ativo preconizado pela Organização Mundial da Saúde no auxílio à prevenção da doença, associado ao Propoxur 12%, inseticida que atua contra carrapatos e pulgas. 

É sugerido um intervalo de troca da coleira no mínimo a cada 6 meses, sempre seguindo as orientações de uso descritas em bula e com acompanhamento do médico veterinário.

Além do encoleiramento dos animais associado à realização de um protocolo de vacinação contra a doença, a higiene é uma das melhores medidas de prevenção contra a Leishmaniose, para evitar a proliferação do mosquito-palha, que se reproduz em locais com matéria orgânica. Por isso é preciso manter a limpeza de quintais e outras áreas abertas, evitando sempre o acúmulo de lixo. 

Revestir janelas e portas de canis com redes e telas é outra medida preventiva com boa efetividade. Como o mosquito se alimenta no período noturno, em regiões quentes e com incidência de Leishmaniose, é recomendável não sair com os animais para passeios após o fim de tarde.

Importante: todas as medidas acima devem ser acompanhadas de consultas regulares ao veterinário. Somente este profissional está capacitado para identificar os sintomas e prescrever o tratamento recomendado para a doença.

Todos os anos, a Ourofino realiza a #LivreDaPicada com o objetivo de conscientizar médicos veterinários e tutores da prevenção da Leishmaniose, que é uma doença grave, sem cura e letal tanto para cães como para os seres humanos. Vamos juntos nessa?

 

 

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